A automação de tarefas se tornou um dos pilares para aumentar a produtividade e economizar tempo nos negócios digitais.
Com a popularização das ferramentas no-code, como o Make.com, profissionais e empresas passaram a contar com soluções acessíveis para integrar sistemas, eliminar processos manuais e criar fluxos de trabalho inteligentes — tudo isso sem escrever uma linha de código.
Neste artigo, você vai conhecer em detalhes o que é o Make.com, como funciona, quais são seus diferenciais em relação a concorrentes como Zapier e N8N, e como aproveitar ao máximo essa plataforma para transformar suas rotinas operacionais.
Se você busca otimizar processos, reduzir retrabalho e conectar aplicativos de forma inteligente, continue a leitura.
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ToggleO que é o Make.com e como funciona?
O Make.com, anteriormente conhecido como Integromat, é uma plataforma de automação online que conecta aplicativos e executa tarefas automáticas com base em fluxos visuais.
Diferente das ferramentas tradicionais de automação que exigem conhecimento técnico ou programação, o Make.com foi desenvolvido para ser acessível tanto para iniciantes quanto para profissionais avançados.
A estrutura da ferramenta é baseada em “cenários”.
Cada cenário é um fluxo de automação que começa com um gatilho e segue por uma série de ações.
Esses fluxos são criados no editor visual da plataforma, onde cada módulo representa um aplicativo ou uma função específica.
O usuário apenas arrasta e conecta os módulos, configurando as regras conforme a necessidade do processo.
Por exemplo, é possível criar um cenário em que, ao receber um novo e-mail no Gmail com anexo, o arquivo seja salvo automaticamente em uma pasta do Google Drive.
Além disso, uma notificação pode ser enviada no Slack para informar a equipe, e uma linha pode ser adicionada em uma planilha do Google Sheets registrando os dados do remetente.
Tudo ocorre de forma sequencial e automatizada, sem necessidade de interferência manual.
O Make.com se destaca também pela ampla variedade de integrações.
São mais de 2.000 aplicativos compatíveis, entre eles ferramentas amplamente utilizadas como Meta Ads, Trello, Mailchimp, Shopify, Notion, ClickUp, Airtable, entre outros.
Isso permite criar fluxos automatizados para praticamente qualquer área do negócio: marketing, vendas, atendimento, gestão de projetos, finanças e mais.
Além das integrações prontas, a plataforma também oferece suporte a APIs, webhooks, transformações de dados e scripts personalizados.
Com isso, mesmo os usuários mais técnicos encontram recursos avançados para criar automações sob medida para suas operações.
Diferenciais do Make.com em relação a outras ferramentas
Interface visual intuitiva e fácil de entender
Um dos principais diferenciais é a interface visual interativa, que permite ao usuário visualizar toda a lógica do fluxo de automação como se estivesse desenhando um mapa.
Isso facilita o entendimento de como os dados circulam entre os aplicativos e ajuda a identificar eventuais falhas ou oportunidades de otimização.
Flexibilidade para criar fluxos personalizados
Outro ponto relevante está na flexibilidade para criar regras e condições dentro dos fluxos.
Com poucos cliques, você pode aplicar filtros, definir ramificações lógicas (if/else), usar variáveis dinâmicas, loops e até manipular dados com expressões avançadas.
Essa personalização faz diferença especialmente quando o objetivo é construir automações complexas que dependem de múltiplas variáveis ou exceções.
Modelo de cobrança baseado em volume de dados
A forma como o uso da ferramenta é calculado também é um destaque importante.
Enquanto outras plataformas cobram por “ação” (como é o caso do Zapier), o Make.com baseia o consumo no volume de dados processados.
Isso significa que, dentro de um mesmo fluxo, você pode realizar várias etapas sem ser penalizado por cada uma.
Esse modelo reduz significativamente os custos em automações mais elaboradas.
Recursos avançados para usuários técnicos
Para usuários técnicos, a possibilidade de integrar APIs e usar scripts personalizados também é um grande atrativo.
É possível fazer chamadas HTTP, configurar webhooks para capturar eventos em tempo real, converter formatos de dados, manipular JSON, entre outras funcionalidades que ampliam as possibilidades da plataforma.
Plano gratuito com recursos completos
Por fim, vale mencionar o diferencial em acessibilidade de preço.
O plano gratuito do Make.com oferece um bom volume de operações mensais e inclui recursos que em outras ferramentas só estão disponíveis em planos pagos.
Como criar automações no Make.com: passo a passo completo
Criar automações no Make.com é um processo intuitivo que pode ser dominado rapidamente, mesmo por quem nunca teve contato com plataformas de integração.
A construção dos fluxos acontece no editor visual da ferramenta, onde cada cenário é montado com blocos conectados entre si.
Veja o passo a passo detalhado para começar:
1. Crie um novo cenário
Após acessar sua conta, clique em “Create a new scenario”.
Esse será o ambiente onde você irá montar seu fluxo de automação.
O primeiro passo será adicionar o módulo inicial, ou seja, o gatilho que dará início à execução da automação.
2. Selecione o aplicativo de origem
Clique no ícone de “+” e escolha o aplicativo que servirá de ponto de partida.
Pode ser, por exemplo, o Gmail (quando um e-mail chegar), Google Sheets (quando uma nova linha for adicionada), ou qualquer outro aplicativo compatível.
É nesse módulo que você define o evento que irá disparar as próximas ações.
3. Adicione módulos de ação
Depois de configurar o gatilho, você pode adicionar quantos módulos quiser para continuar o fluxo.
Cada novo módulo representa uma ação a ser executada.
Por exemplo: salvar um arquivo, enviar uma mensagem, criar um novo item em outro aplicativo, entre outras possibilidades.
4. Aplique filtros e lógica condicional
Você pode inserir filtros entre os módulos para que determinadas ações só ocorram quando certas condições forem atendidas.
Essa funcionalidade é essencial para tornar o fluxo mais inteligente e evitar execuções desnecessárias, o que também contribui para economizar recursos da conta.
5. Teste o cenário e ative
Após concluir a configuração, execute um teste para verificar se tudo está funcionando corretamente.
O Make.com permite simular a execução do fluxo com dados reais, facilitando a identificação de ajustes.
Quando tudo estiver pronto, ative o cenário clicando em “On”.
Ao seguir esse processo, é possível construir fluxos automatizados que economizam tempo, evitam retrabalho e mantêm sua operação funcionando mesmo quando você está offline.
Make.com vs. Zapier: Qual é a melhor ferramenta de automação?
Tanto o Make.com quanto o Zapier são referências quando o assunto é automação de tarefas sem programação.
Ambas as plataformas foram desenvolvidas com o objetivo de ajudar empresas e profissionais a economizarem tempo e integrarem aplicativos de forma eficiente.
No entanto, elas apresentam diferenças significativas que podem influenciar diretamente na escolha da melhor ferramenta para cada perfil de usuário.
Simplicidade e foco em fluxos lineares no Zapier
O Zapier se destaca pela simplicidade.
A interface é mais enxuta e voltada para fluxos lineares, conhecidos como “Zaps”.
Isso torna a ferramenta ideal para quem deseja construir automações básicas, como enviar um e-mail após o preenchimento de um formulário ou adicionar contatos a uma lista de e-mail marketing.
Em poucos minutos, um usuário iniciante consegue configurar suas primeiras automações.
Flexibilidade avançada na criação de cenários com Make.com
Por outro lado, o Make.com oferece uma estrutura mais completa para criar fluxos de trabalho avançados.
Em vez de uma sequência linear, os cenários no Make.com são montados de forma visual, permitindo ramificações, condições, ciclos (loops) e transformações de dados.
Essa flexibilidade é essencial para quem precisa construir processos com várias etapas e diferentes caminhos de execução, algo que o Zapier limita mesmo em planos pagos.
Diferença no modelo de cobrança
A questão do custo também é um fator decisivo.
No Zapier, cada tarefa conta como uma execução.
Um fluxo com quatro etapas, por exemplo, consome quatro tarefas sempre que é acionado.
Já o Make.com adota um modelo baseado no volume de dados processados, oferecendo um controle mais vantajoso, principalmente em fluxos com diversas etapas encadeadas.
Recursos avançados disponíveis no plano gratuito do Make.com
Além disso, o Make.com é mais acessível para quem precisa de funções avançadas, como webhooks, chamadas HTTP, lógica condicional e manipulação de dados em JSON.
Enquanto muitos desses recursos estão incluídos no plano gratuito do Make.com, o Zapier exige a contratação de planos mais caros para liberar funcionalidades semelhantes.
Integrações disponíveis nas duas plataformas
No que diz respeito à variedade de integrações, o Zapier tem uma vantagem.
A plataforma possui uma biblioteca com mais de 6.000 aplicativos conectáveis.
Contudo, o Make.com tem ampliado suas integrações constantemente, e, quando algum aplicativo não está disponível, é possível conectá-lo via API, algo que torna a limitação quase inexistente para usuários técnicos.
Qual ferramenta escolher?
Em resumo, se você busca praticidade e fluxos simples, o Zapier atende bem. Mas se precisa de liberdade, personalização e quer extrair o máximo da automação, o Make.com entrega mais por menos.
Make.com vs. N8N: Qual ferramenta oferece mais flexibilidade e controle?
Embora ambos permitam criar automações sem programação tradicional, há diferenças importantes que devem ser consideradas, principalmente em termos de infraestrutura, nível de controle e perfil do usuário.
N8N: código aberto e controle total
O N8N é uma ferramenta de código aberto (open source), o que significa que você pode baixá-la, instalar em um servidor próprio e configurar conforme suas preferências.
Esse formato é atrativo para desenvolvedores e equipes técnicas que desejam ter controle total sobre seus dados, sem depender de terceiros.
Além disso, por ser open source, o N8N pode ser utilizado gratuitamente, desde que o usuário tenha infraestrutura própria para mantê-lo ativo.
Make.com: solução em nuvem, prática e gerenciada
Já o Make.com opera inteiramente na nuvem.
Isso elimina a necessidade de configurações técnicas ou gestão de servidores.
O usuário apenas acessa o painel, cria os cenários e começa a automatizar seus processos.
Esse modelo é ideal para quem deseja velocidade na implementação e menos preocupações com manutenção.
Interface: facilidade de uso ou liberdade técnica?
No quesito interface, o Make.com leva vantagem em termos de acessibilidade.
Sua construção visual é intuitiva e clara, mesmo para iniciantes.
O N8N também possui uma interface gráfica, mas ela pode parecer mais “crua” e técnica, especialmente para quem está começando.
Além disso, criar automações mais avançadas no N8N geralmente exige conhecimentos de programação, o que pode ser uma barreira para muitos.
Escalabilidade com abordagens distintas
Outro fator relevante é a questão da escalabilidade.
Enquanto o Make.com oferece planos pagos com diferentes limites de uso e recursos, o N8N, quando autogerenciado, pode crescer conforme a capacidade do servidor onde está instalado.
Isso garante mais liberdade, mas também demanda mais atenção com segurança, backup e atualizações.
Funcionalidades técnicas e possibilidades de integração
Em relação aos recursos disponíveis, ambos permitem integrações via API, uso de webhooks e lógica condicional.
No entanto, o Make.com centraliza tudo isso em uma plataforma gerenciada, enquanto o N8N requer instalação manual de pacotes e ajustes técnicos para funcionalidades adicionais.
Qual é a melhor escolha?
O Make.com é mais indicado para quem busca simplicidade, estabilidade e suporte técnico.
Já o N8N é ideal para profissionais com experiência em desenvolvimento que desejam controle total, sem pagar mensalidades por plataforma.
Dicas avançadas para otimizar suas automações no Make.com
Use filtros para evitar execuções desnecessárias
Criar fluxos de automação no Make.com já traz ganhos imediatos em produtividade.
No entanto, com algumas boas práticas é possível elevar o nível das automações, reduzir o consumo de operações e garantir mais estabilidade nos cenários.
A primeira dica é usar filtros de forma estratégica.
Muitas automações acabam sendo acionadas desnecessariamente, o que gera consumo excessivo de recursos.
Ao adicionar filtros entre os módulos, você pode definir critérios específicos, como processar apenas e-mails de um remetente ou executar uma ação somente quando um campo estiver preenchido.
Essa filtragem evita que o fluxo atue em situações irrelevantes.
Armazene dados temporários com Data Stores
Outra boa prática é aproveitar o armazenamento temporário de dados dentro dos cenários.
O Make.com permite salvar informações em variáveis, chamadas de “Data Stores”, que podem ser usadas em diferentes etapas da automação.
Isso é útil quando uma informação precisa ser manipulada mais de uma vez no mesmo fluxo, como quando você precisa comparar dados recebidos com registros anteriores.
Ajuste a frequência de execução dos cenários
É fundamental controlar a frequência de execução dos cenários.
Alguns fluxos são disparados a partir de gatilhos periódicos (por exemplo, verificar uma caixa de e-mails a cada 5 minutos).
Se esse intervalo for muito curto, o consumo de operações aumenta rapidamente.
Ajustar o tempo entre as verificações para o necessário — e não o mínimo — ajuda a economizar sem impactar a eficiência.
Prefira os módulos nativos da plataforma
Uma prática que agiliza a construção dos fluxos é priorizar o uso de módulos nativos.
O Make.com já oferece módulos prontos para os principais serviços do mercado, como Google Sheets, Trello, Facebook Ads e Slack.
Sempre que possível, use esses módulos em vez de configurar chamadas HTTP manuais, que exigem mais configuração e aumentam o risco de erros.
Teste cada etapa antes de ativar o cenário
Antes de ativar qualquer cenário em definitivo, utilize o recurso de testes passo a passo.
Você pode testar individualmente cada módulo, visualizar os dados que estão sendo manipulados e identificar com clareza se a automação está funcionando como esperado.
Isso evita que um fluxo mal configurado rode centenas de vezes incorretamente, consumindo recursos e comprometendo a operação.
Planos e preços do Make.com: Qual plano escolher e quando investir?
Comece com o plano gratuito
O Make.com oferece diferentes planos para atender desde usuários iniciantes até empresas que dependem de automações em larga escala.
A escolha do plano ideal depende diretamente do volume de execuções necessárias, da complexidade dos fluxos e do ritmo de crescimento da operação.
O plano gratuito é uma excelente porta de entrada.
Ele inclui 1.000 operações por mês e acesso à maioria dos recursos da plataforma, incluindo o editor visual completo, a integração com APIs e o uso de webhooks.
Esse plano atende bem quem está começando a testar automações ou possui fluxos pontuais, com pouca frequência de execução.
Conheça os planos pagos disponíveis
À medida que o uso da plataforma aumenta, torna-se necessário migrar para um dos planos pagos.
Eles oferecem mais operações mensais, maior velocidade de execução e funcionalidades pensadas para demandas profissionais e trabalho em equipe.
Os principais planos pagos são:
- Core: ideal para freelancers e pequenos negócios que utilizam automações de forma recorrente.
- Pro: indicado para empresas que já automatizam diversas tarefas e precisam de mais performance.
- Teams e Enterprise: planos personalizados para grandes equipes e empresas que necessitam de milhões de operações, execução a cada minuto, suporte prioritário e recursos colaborativos.
Modelo de cobrança baseado no volume de dados
Um diferencial importante do Make.com é o modelo de cobrança.
Em vez de contabilizar cada ação executada (como ocorre no Zapier), o consumo é medido pelo volume de dados processados.
Isso significa que você pode realizar múltiplas etapas dentro de um mesmo fluxo sem multiplicar o custo.
O modelo favorece fluxos mais longos e elaborados, tornando o uso mais econômico.
Quando vale a pena migrar para um plano pago?
Antes de escolher um plano, é importante acompanhar o consumo de operações na sua conta.
A própria plataforma oferece relatórios e gráficos que ajudam a entender o uso mensal e a identificar se há gargalos ou limites sendo atingidos.
Se você utiliza automações com frequência, percebe lentidão na execução ou precisa de recursos avançados como organização por times, maior velocidade ou histórico detalhado de execução, é hora de considerar um plano pago.
Essa mudança garante mais estabilidade, previsibilidade e escalabilidade para os seus processos automatizados.
Flexibilidade para crescer conforme a demanda
Você pode começar com o plano gratuito, evoluir para uma opção intermediária conforme o uso aumenta, e escalar para planos empresariais quando necessário.
O processo de upgrade é simples e sem burocracia, o que torna a adaptação natural ao longo do crescimento do seu negócio.
Conclusão: O Make.com vale a pena?
Sim, o Make.com vale a pena para quem deseja automatizar tarefas, integrar ferramentas e otimizar processos sem depender de programação.
A plataforma se destaca pela flexibilidade, interface intuitiva e excelente relação custo-benefício.
Seja para fluxos simples ou estruturas complexas, ela se adapta bem a diferentes perfis de usuários — de freelancers a grandes empresas.
Ao aplicar boas práticas de configuração, testar cenários corretamente e escolher o plano certo, é possível transformar tarefas repetitivas em processos inteligentes e confiáveis.
Se o seu objetivo é economizar tempo, reduzir erros e escalar operações com mais eficiência, o Make.com é uma das melhores ferramentas disponíveis hoje no mercado.